As fontes da minha aldeia
Murmuram, gemem em coro
E as àguas que vão correndo
Levam consigo o meu choro.
Era perto dessas fontes
Que em transporte de poeta
A mãe pastora dilecta
Como o sol adora os montes.
Era linda e tinha as fontes
Honradas de tranças de oiro
Mas a parca por desdoiro
Veio ceifar-lhe a sua vida
E as fontes com dor sentida
Murmuram gemem em coro.
Ao ver as ninfas serenas
Gemerem queixas e mágoas
Mergulhei em suas almas
O meu rosário de penas.
Assim foram mil verbenas
Por entre as pedras nascendo
E o musgo que vai crescendo
Enlaça-as com singeleza
Conservando-lhe a beleza
As àguas que vão correndo.
Carlos Conde de Mont.
, [b]
D, [b][url=
Comentários