VIDAS SEM SENTIDO
Se nasci sem ter idade
Recuso-me a ser quem sou
Pois só conheço a verdade
No ventre que me gerou.
Meu nome nasceu na voz
Num grito bravio oculto
Transformou-se num algoz
Que se encarnou no meu vulto.
Sou estátua onde o escultor
Não pôs traços de beleza
Pedra bruta sem valor
Que a natureza despreza.
Quem desconhece os dilemas
De quem vive sem sentido
Não pode entender poemas
De um autor desconhecido.
Carlos Conde de Mont
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