Home Data de criação : 08/07/20 Última atualização : 09/03/03 18:49 / 27 Artigos publicados
 

AS FONTES DA MINHA ALDEIA  escrito em terça 03 março 2009 18:49


 

 

 

 

 

 

As fontes da minha aldeia

Murmuram, gemem em coro

E as àguas que vão correndo

Levam consigo o meu choro.

 

Era perto dessas fontes

Que em transporte de poeta

A mãe pastora dilecta

Como o sol adora os montes.

 

Era linda e tinha as fontes

Honradas de tranças de oiro

Mas a parca por desdoiro

Veio ceifar-lhe a sua vida

E as fontes com dor sentida

Murmuram gemem em coro.

 

Ao ver as ninfas serenas

Gemerem queixas e mágoas

Mergulhei em suas almas

O meu rosário de penas.

 

Assim foram mil verbenas

Por entre as pedras nascendo

E o musgo que vai crescendo

Enlaça-as com singeleza

Conservando-lhe a beleza

As àguas que vão correndo.

 

 

 

Carlos Conde de Mont.

 

permalink

EU QUERO MAIS  escrito em quarta 04 fevereiro 2009 15:33

 

EU QUERO MAIS

Eu quero mais...muito mais...

Quero mais que palavras,

Sonhos eróticos,

E fantasias em lençóis solitários.

Eu quero mais...muito mais...

Eu quero te ver, tocar-te,

Sentir-te quente,

Suada,

Elouquecida,

E eu rijo em perfeita ereção.

Quero sentir o teu cheiro. cheiro doce

Incandescente.

Cheiro de mulher selvagem,

E quente.

Eu quero mais..muito mais...

Eu quero sentir teu gosto,

Tua boca,

Tua lingua indecente.

Eu quero ouvir tua voz,

Dizendo-me poesias ao ouvido.

Eu quero ouvir teus gemidos roucos incontidos,

Gemidos soltos,

Quando te delicio com mãos e linguas.

Ah...

Eu quero mais... muito mais...

Eu quero te dar prazer,

Eu quero te ter...

Quero que sintas a minha pele,

Meu cheiro,

Meu gosto,

Meu sexo...

Quero te apertar os seios,

Afastar os teus cabelos

E morder teu pescoço e nuca desnuda.

Eu quero te ver ensandecida

Alucinada

Descontrolada de prazer, e por prazer.

Eu quero mais... muito mais...

Quero o meu corpo no teu,

Minha lingua na tua,

Sugando... lambendo...

Eu quero mais... muito mais...

Eu quero te enlaçar entre pernas,

E cavalgares em meu corpo

Apoiares-te em meu peito,

E deixares que eu invanda o teu sexo húmido.

Ah...

Eu quero mais... muito mais...

Eu quero ir ao fundo, no teu mundo,

Em orgasmo profundo.

Carlos Conde de Mont.

permalink

VIDAS SEM SENTIDO  escrito em sexta 12 dezembro 2008 19:59


 

VIDAS SEM SENTIDO

Se nasci sem ter idade

Recuso-me a ser quem sou

Pois só conheço a verdade

No ventre que me gerou.

Meu nome nasceu na voz

Num grito bravio oculto

Transformou-se num algoz

Que se encarnou no meu vulto.

Sou estátua onde o escultor

Não pôs traços de beleza

Pedra bruta sem valor

Que a natureza despreza.

Quem desconhece os dilemas

De quem vive sem sentido

Não pode entender poemas

De um autor desconhecido.

Carlos Conde de Mont

permalink

DIZ-ME  escrito em sexta 21 novembro 2008 21:32

 

DIZ-ME MÃE

Tu não tens culpa mãe

De eu ser só isto

Havia dois caminhos

O do Diabo e de Cristo.

O terceiro eu inventei

E nele me perdi

Então criei sózinho

Um outro mundo

Tão belo, tão perfeito

Como a curva suave

Do teu peito

Que eu não vi.

Mãe quero ser pequenino

Como os meus primeiros passos

Sejam iguais aos do menino

Saido dos teus braços

Sem ambição

Tu não tens culpa mãe

De eu ser só isto

Perdão.

Diz-me, diz-me minha mãe

Na tristeza desta hora

Quantas dores eu te custei

E que te dei pela vida fora.

Diz-me que quando dormia

Nesse teu colo divino

A tua alma não pedia

A Deus pelo teu menino.

Diz-me tu que me geraste

Meu fado minha raiz

Quantas lágrimas choraste

Pelas loucuras que fiz.

Todas as dores do passado

E do presente também

Descanças neste meu fado

Boa noite minha mãe.

 

Carlos Conde de Mont.

 

permalink

A RIQUEZA NÃO É NADA  escrito em quinta 13 novembro 2008 10:37

A RIQUEZA NÃO É NADA

A riqueza não é nada comparada com o amor...

O amor é eterno com ou sem dor...

Sei o que sinto mas não te consigo dizer

Apenas de nada me impedir de o fazer.

Fala-me de ti como eu falo de mim

Quero um pouco do teu calor enfim

Porque não me ligas? Sentes algo por mim?

O teu olhar me cativou assim.

Diz-me o que fazer para conquistar o teu coração

Faço o que me pedires sem hesitação

Gosto de ti, e faço qualquer loucura

Não me ignores, pois eu não tenho cura.

Tu és a cura da minha solidão

Desculpa mas eu não tenho perdão

De tudo o que te fiz, e que tentei fazer

Eu por ti seria capaz de morrer.

Foste e és uma paixão que passou e passa em meu redor

Desde a primeira vez que te vi no corredor

Agora pensando bem, não eras tu quem lá estava

Mas sim alguém que eu amava.

Peço imensas desculpas por te chatear

Por eu pensar em te amar

Ilusão eu senti e não sabia

Mas eras tu que eu mais queria.

Passaste um dia por mim eu não sabia o que dizer

Tu também nunca me perguntaste como o fazer

Penso que tu não mereces o amor que por ti sinto

Desejo-te felicidades  e sabes que não minto.

Resta-me agora, esperar que alguém conquiste o meu coração

Estou com dúvidas em relação a uma rapariga?

Eu pensei muito se será amor ou amizade?

Só a vi uma vez e já sinto saudade...

Eu sou homem nestes grandes momentos

No amor e na amizade não misturo sentimentos

Estou algo confuso, peço a alguém que me ajude

Não quero magoar ninguém, peço a alguém que me acude.

Sinto-me parvo em dizer algo que me custa dizer

Eu sem dúvida não sei o que dizer para teu prazer

Não estranhes o meu comportamento por favor

Ñão quero perder a tua amizade se assim for.

Comprendo que me achem um pouco estranho

O amor sei que é algo que não é ganho

Nem conquistado por seu belo prazer

Mas algo que surge sem ninguém prever.

Perdi anos, não era o que eu queria

Sei que jamais vou recuperar a minha antiga alegria

Fui posto de parte por gente que não tinha categoria

Em parte fui culpado e choro todo o santo dia.

Chama-me covarde por não ter o mínimo de coragem

De te dizer coisas tão bonitas em tua homenagem

Foste para mim algo que me fez despertar a alegria

Estive imensos anos em pensamento, quem diria?

Tentei por vezes em me apaixonar por algo sem paixão

Tentaivas frustradas perda de tempo? Acho que não

Tinha chegado o dia em que deixei de me ver

Da triste melodia do viver.

Por ti, e por todos sei que não fazem por mal

Mas sentem tanto medo como eu, por tal

Despeço-me com enorme carinho, e com amor

Desta vida que me deu tanta dor....

Carlos Conde de Mont.

permalink